Vida Municipal | 30-11-2009
Paredes foi uma das 12 Cidades contra a pena de morte
Câmara Municipal de Paredes assinalou hoje, segunda-feira, em Louredo, iniciativa da Amnistia Internacional que apela à abolição da pena capital A convite da Amnistia Internacional (AI), Paredes foi uma das 12 cidades portuguesas a associar-se, hoje, segunda-feira, à iniciativa “Cidades para a vida – Cidades contra a pena de morte”, iluminando um dos seus pelourinhos de importância simbólica, no caso, e muito apropriadamente, a Forca de Louredo.
Objectivo? Chamar a atenção para a necessidade de abolir aquela pena capital e deixar claro que a pena de morte é um sinal do passado.
“Portugal foi um dos primeiros países a abolir a pena de morte no mundo e, como tal, tem responsabilidades acrescidas. A Câmara Municipal de Paredes entendeu, e bem, associar-se a esta iniciativa, promovendo esta causa junto das escolas de Louredo e procurando, desde logo, passar e fazer compreender esta mensagem junto dos mais jovens”, disse, hoje, Celso Ferreira durante a cerimónia realizada junto à Forca de Louredo.
“Não deixa de ser simbólico invocarmos a abolição da pena de morte precisamente junto a um dos símbolos do Concelho onde, dizem os historiadores, terão sido praticadas algumas destas penas no passado. Mas, para nós, a escolha deste local teve como único objectivo a celebração da vida. É esse valor que hoje queremos evidenciar”, reforçou o presidente da Câmara Municipal de Paredes.
Participaram nesta iniciativa, que teve como ponto alto o lançamento de uma centena de balões com mensagens alusivas a esta jornada, cerca 150 crianças das várias escolas da freguesia de Louredo.
Refira-se que segundo o último relatório da Amnistia Internacional, pelo menos 230 pessoas foram executadas em 25 países e pelo menos 8864 foram condenadas à morte em 52 Estados durante o ano de 2008. A AI refere também que 72 por cento destas execuções foram na China. O único país na Europa que ainda não aboliu a pena de morte é a Bielorrússia.
“São precisamente as sociedades modernas que devem ser lembradas e sensibilizadas para a importância da abolição da pena de morte e da celebração dos valores da vida humana”, concluiu Celso Ferreira.
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